quarta-feira, 8 de junho de 2011

Segunda Manhã

 
 
 
O sol insistente invadiu a fresta
Como quem cutuca o vespeiro
De todo enxame moribundo
Celebrando o amanhecer vivo
Dos seres cerebrais
Dos invertebrados hipócritas
Ignorantes sorridentes
Ricos miseráveis
pobretões afortunados
Daquela moça de olhar feroz
daqueles que acham um sentido
arrasar a saúde por nada
acreditando ser muito
E eu no meu despertar
Atento pelo agora
Ora pela consciência
Ora pela fé
Lavo o rosto
Visto minha couraça
e me lanço nessa insanidade

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