quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Breve Regresso













 
O acaso não deu as caras,
então demos nós
de cara o orgulho constrangido
respeito ao tempo, assim foi dito

Como sabíamos,
Cartas repetidas
Avesso do imaginado  
Sintonia reeditada  

“invadiu sem licença”?
Nem posso redizer
vasta e sem fronteiras
aqui, é assim você

Sigo teu fã
além das chamas efêmeras
Chacal do desejo
Corsário do destino

No teu medo, fui coragem
Sua coragem, meu orgulho
Do seu orgulho, fui motivo
Seu regresso, sonho bandido

foi assim, chegou e saiu
sua re-partida, me re-partiu

Agora, cosmopolita.  
Pego me em saudade infinita
O luar não mais divido
Mas em apoio, não hesito




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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Correnteza

















Posto que a vida, justa
Teria de ser justamente
Um rio corrente
Com a afluência das experiências
Que vai ganhando volume
À alma e seu curso

E compreender se
não é por mero acaso
teu caminho é pra te fazer
corredeiras, leitos e remansos
E só trás, quem é que sejas tu

Talvez padeça tentando
Vencer, entender ou esquecer
E não se de conta
Que vive na vitória de ser
Quem é você...


quem é você?