sábado, 15 de dezembro de 2012

INTENTO
















Calar o não
Covardia e crueldade
O ego explode
E se apodera da frieza
Eclodindo numa má ação
Driblando todo senso digno
Atropelando como para-brisas
Os insetos do bem-querer
gestos perdem valor
tornando rocha
a lava embevecida
a fumaça é o gás
o gás é o rancor
e o vento
um novo amor
diluindo por proporção
o ar ávido do pulmão
que cansado, inspira
o mal intento conspira
a clareza declina
nascendo a inspiração

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Fostes



Sincero continua o olhar?
E os passos únicos?
Pesquisei meu eu
se ainda tens tu
me retorqui
Mas tu, conservastes tu?
Espinhoso crer
Vou dizer
Paixão ao que desexistiu
É pseuda saudade platônica
Tipo insanidade mental
Preza no cárcere vão

Não recrimino, livre arbítrio
Mas... apequenar-se??
Pra viver delírios fúteis
Pinta-te tão menor
Pena do mundo
Perdeu o canto belo
A doçura da pronuncia.
E longe, no horizonte
O sol nasceria aliviado
Sabendo do despertar
De qualquer existência
Digna de quem fostes

terça-feira, 17 de abril de 2012

Passadiço


Sem saída, só a rua onde moro
Eu, um universo que exploro
Transpiração viva,
Inspiração nova
Chama sem miséria
escravo-rei do agora
Fluindo no passo desprendido
O presente é minha gloria
Um transeunte pelas vias
Os versos na cabeça,
tropeço nas palavras
Transito nos sentidos
Sentimentos travessos
Toco em liberdade
de pé a pé, transpasso
Curvas sinuosas
voluptuosas curvas
percursos, pedestres
E enfim, meu destino
um novo caminho