quarta-feira, 8 de julho de 2015

Un peu loin













Tantas palavras...
menina frágil, mulher forte
Gera-me sorrisos sem pretensão
Idéias cotidianas 
Ideais filosóficos
Fluem como correntes marítimas
Gravou no meu ser um pouco de si
Carregarei pra sempre como boa sina
Minha fé
Minha porção feminina
Garra, força e raça
Leveza, sutileza e graça
Mistura de aço
Basalto, granito e brita
Moça arretada
Teimosa feito eu
Convicta feito nós
Afresco adornado anímico
De alma irrequieta
De olhar límpido
Admirar assim, como a lua
É brutal
Bom mesmo, o convivio
Projetar e se alinhar
Sonhar e alcançar

terça-feira, 31 de março de 2015

Dandelion














Basta um sopro
E lá vai ela
Solta na corrente
Distribuindo leveza
Leva
Eleva
Sobe alto
E lá no alto, desce
Para com sorte
em solo fértil, ressurgir
ou por infelicidade
padecer ignorada
no asfalto febril  
E lá vai ela
Desmilinguida na tempestade
Vespertina ambiguidade
Reforçando o seu habitat
Fazendo da fraqueza
Multiplicidade
Da delicadeza
Força
E da sutileza
Esperança 



.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Breve Regresso













 
O acaso não deu as caras,
então demos nós
de cara o orgulho constrangido
respeito ao tempo, assim foi dito

Como sabíamos,
Cartas repetidas
Avesso do imaginado  
Sintonia reeditada  

“invadiu sem licença”?
Nem posso redizer
vasta e sem fronteiras
aqui, é assim você

Sigo teu fã
além das chamas efêmeras
Chacal do desejo
Corsário do destino

No teu medo, fui coragem
Sua coragem, meu orgulho
Do seu orgulho, fui motivo
Seu regresso, sonho bandido

foi assim, chegou e saiu
sua re-partida, me re-partiu

Agora, cosmopolita.  
Pego me em saudade infinita
O luar não mais divido
Mas em apoio, não hesito




.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Correnteza

















Posto que a vida, justa
Teria de ser justamente
Um rio corrente
Com a afluência das experiências
Que vai ganhando volume
À alma e seu curso

E compreender se
não é por mero acaso
teu caminho é pra te fazer
corredeiras, leitos e remansos
E só trás, quem é que sejas tu

Talvez padeça tentando
Vencer, entender ou esquecer
E não se de conta
Que vive na vitória de ser
Quem é você...


quem é você?


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Ânsia Justa













O pus sádico da estrutura podre
Invoca a sarna lucida da indignação
Orientando um novo movimento
troca de rota, reforço do norte
impulso caótico, manada indignada
de um semblante determinado
marca das ancas açoitadas
um horizonte de palavras
um rio de correntes
cartaz anunciado
não ao escuso,
não ao básico negado
sim ao resgate óbvio
dos direitos justos
afã da desmamada
dos pseudo intocaveis
e se as lutas que não travamos
por certo nos perseguirão
batalharemos agora
já não era hora 




...

sábado, 12 de janeiro de 2013

Crescente




Era deleite, feito um luar
Quase perfeição 
Quase mentira
Verdade assim, não pode.
Mas nas alcovas mundanas
tantas e tantas 
muito mais insanas
Elementar, minha cara
saiu caro, pra ilusão
mas no plano racional
era bem de se imaginar
Fraqueza é um limiar
entre a dignidade
e a puta sacanagem

Foi justo e proveitoso
assim, já vai o desconvivio
se não me soma em honradez
não compartilhará meu caminho
aqui, novamente
lapidado, polido e reluzente
consciente da realidade
consciente que sou verdade
em conduta e na paixão.
ouço novamente
meus passos, tão somente
no melhor que a vida tem para dar




 

sábado, 15 de dezembro de 2012

INTENTO
















Calar o não
Covardia e crueldade
O ego explode
E se apodera da frieza
Eclodindo numa má ação
Driblando todo senso digno
Atropelando como para-brisas
Os insetos do bem-querer
gestos perdem valor
tornando rocha
a lava embevecida
a fumaça é o gás
o gás é o rancor
e o vento
um novo amor
diluindo por proporção
o ar ávido do pulmão
que cansado, inspira
o mal intento conspira
a clareza declina
nascendo a inspiração