terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mira











A risca, assumo os riscos
Minha incessante procura
De um algo mais e “a mais”
Maior que uma beleza supérflua
Que um prazer momentâneo
Ou até um social plano
Meus faro de raça, de caça
Rastreia vestígios puros
No odor do sentido maduro
Mais livre, sincero e leal
Nada menos que a alma
Conquista eterna e cotidiana
Nobre, bem quista e mal vista
Não por menos tascam-me rótulos
utopistautópico? Nada disso
se assim sou, há de haver
pétalas para meu caule
que assim como eu
sugam a sombra da terra
para se elevar a luz
e minha certeza se solidifica
no peso da minha conduta
e sobre tudo e todos
em Quem me conduz


comprendes?

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ledo Engano


Água quente
Metal frio
E  tss... taio feio
Dor resignada, ardida
Carne exposta

toma essa, 
manusiei latão
como metal nobre
Se fez pra lembrar
Remédio tempo
Vai passar
Curativo, sopro doce
Nem cicatriz ficará
Apenas o ridículo
de um lamina boba

creio que vislubrada
por uma oportunidade
por um desejo fútil
eu, de cara limpa
e um mundo à conquistar

sim
o que é pra ser meu
de certo que será




...