A risca, assumo os riscos
Minha incessante procura
De um algo mais e “a mais”
Maior que uma beleza supérflua
Que um prazer momentâneo
Ou até um social plano
Meus faro de raça, de caça
Rastreia vestígios puros
No odor do sentido maduro
Mais livre, sincero e leal
Nada menos que a alma
Conquista eterna e cotidiana
Nobre, bem quista e mal vista
Não por menos tascam-me rótulos
utopistautópico? Nada disso
se assim sou, há de haver
pétalas para meu caule
que assim como eu
que assim como eu
sugam a sombra da terra
para se elevar a luz
e minha certeza se solidifica
no peso da minha conduta
e sobre tudo e todos
em Quem me conduz
comprendes?

