Com o corpo-espírito em inércia
Não deixaria a manhã indiferente
sina dos intensos indignados
nunca existe paz, até ela é motivo
então se lança uma idéia
como uma pedra em lago profundo
há de cair
há de repercutir
há de somar
não importa quantos quiques
mais uma ao fundo
e suas ondas hão de borbulhar
na face finita da margem
a margem do que possa parecer
não se trata de futilidade
é a habilidade de transformar
o “coisa alguma” em algo
que pode não ser excepcional
mas é melhor que qualquer nada
e se ao menos somar um riso
mesmo que no canto dos lábios
a idéia viva põe o vazio a perder
e tudo, fica por imaginar
...
imaginemos

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