Ao que chegou sem pedir
Invadiu sem licença
Adorou com veemência
Sorria-me com sinceridade
Abraçava-me com volúpia
Naquelas manhãs curtas
e eu na minha admiração
admirei-a com calma,
admirei pela força
admirei como tela
e também com o corpo
mas chegou a exaustão
tão logo, não entendi
fiz questão de incompreender
e com o peito cheio
orgulhoso e rude, feri
me restou a resignação
o que fazer então...
afino minha velha viola
e combalido componho
a dissonância trará outros tons
o tempo ditará o compasso
na arritmia incessante,
um novo arranjo
ou numa abrupta pausa
silenciarei...
Nenhum comentário:
Postar um comentário